• Gabriel Vale

Empreendedorismo universitário


Grande parte da população sonha em empreender um negócio. Porém, entre o sonho e a realidade, muitas vezes, existe o medo de não dar certo – e até mesmo desconfiança acerca da própria capacidade de vencer os desafios e obter sucesso. Mas o que é empreendedorismo? O conceito vai muito além da abertura de uma empresa.


O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), um dos principais agentes disseminadores da cultura empreendedora no Brasil, se utiliza da definição de Louis Jacques Filion: “um empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões”.



O Movimento Empresa Júnior (MEJ) segue com precisão essa premissa. O MEJ chegou ao Brasil em 1988, e corresponde a um conjunto de organizações do Terceiro Setor, compostas e geridas por estudantes de graduação de instituições de ensino superior (IES), públicas e privadas.


A partir de contribuições voluntárias, orientados por professores, os estudantes adquirem vivência empresarial e promovem o empreendedorismo em todo o País, por meio da prestação de serviços, com foco na missão principal do Movimento: “Formar, por meio da vivência empresarial, empreendedores comprometidos e capazes de transformar o Brasil”.


Como integrantes do Terceiro Setor, as EJs são consideradas importantes atores sociais, pois reúnem estudantes de vários cursos de graduação e distintos perfis, de modo que, ao ingressarem nas comunidades empreendedoras, ampliam seus espaços de participação no mercado, e alinham esses indivíduos a valores e princípios, tais como postura empreendedora e sinergia.


Segundo o presidente do Conselho da Federação de Empresas Juniores do Estado do Paraná (Fejepar), Guilherme Camargo, o MEJ propõe soluções para as mais variadas atividades produtivas. “O Movimento transforma o empresário júnior, tornando-o mais comprometido e capaz, atuando em Rede, compartilhando com outras empresas juniores do Brasil e do mundo e aprendendo a trabalhar em comunidades”, ressalta o presidente.


O MEJ contribui para a geração de trabalho e renda, uma vez que impacta outros segmentos da economia, e proporciona aos estudantes aprendizado prático e experiência com projetos reais, apoiado na interface com o mercado de trabalho.


Em 2018, até o mês de outubro, as EJs paranaenses prospectaram um volume de projetos superior a 780 e contrataram mais de R$ 1,2 milhão. A Rede está prestes a alcançar a meta de alto crescimento, cerca de 30% superior à do ano passado. Considerando que os micro e pequenos empresários (MPEs) são os públicos de interesse do MEJ, tais números são bastantes expressivos, e refletem o compromisso do Movimento com a formação empreendedora dos universitários.

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